Em entrevista ao jornal carioca “O Globo”, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, propôs que o PSDB procure o apoio do PT para impedir a redução da maioridade penal, uma mudança esperada e desejada pela maioria da população.

Alckmin: com o PT e os bandidos; contra a população

Alckmin: com o PT e os bandidos; contra a população

O tucano chamou a redução da idade penal de “proposta radical” dando a entender que os brasileiros aterrorizados com a violência estão exagerando nos seus clamores por mudanças que possam lhe devolver a paz e a tranquilidade.

Alckmin quer mudar apenas uma parte do ECA  (Estatuto da Criança e do Adolescente), ampliando o tempo de internação de três para oito anos, no caso de crime hediondo, e colocar aqueles com mais de 18 anos em unidades “separadas dos mais novos e mais seguras”.

Clamor popular

O governador acredita que esta proposta é “mais objetiva, rápida e pode ter convergência maior na sociedade e no Congresso”. Maior convergência na sociedade?

O tucano ignora olimpicamente o que dizem as pesquisas de opinião sobre o tema. A pesquisa Datafolha de março deste ano, por exemplo, confirma que 87% dos brasileiros são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Menor que foi preso pela Polícia Civil com outros dois suspeitos de atear fogo e matar a dentista Cinthya Magaly

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Em outubro de 2013 uma pesquisa do mesmo instituto revelou que nada menos do que 93% dos paulistanos apoiam a redução da idade penal. Em pesquisas anteriores, em 2003 3 2006, a medida tinha a aprovação de 83% e 88% dos moradores da capital.

É bastante claro: brasileiros tem uma preferência consolidada pela redução da idade penal. O povo quer bandidos na cadeia, não importa a idade que tenham.

Os apoiadores da redução da idade penal não são radicais, como sugere Alckmin, mas apenas pessoas comuns que gostariam de voltar a viver com tranquilidade em suas cidades.

Alguns deles são pais e mães que perderam familiares para a violência praticada por menores infratores. São pessoas trabalhadoras, pagadoras de impostos, que só querem o direito de viver em paz. O que há de radical nisso?

Opositor de si mesmo

Geraldo Alckmin, infelizmente, faz uso do mesmo recurso mentiroso dos petistas: só entende como “sociedade civil” as ONGS de radicais de esquerda e os intelectuais da USP.

O tucano faz política pra agradar meia dúzia de intelectuais que não enchem uma Kombi. É uma amostra da capacidade de auto-sabotagem dos tucanos.

Alckmin ignora o próprio eleitorado, o sofrimento da população brasileira que vive aterrorizada pela violência, e se une ao PT para melar uma proposta que pode ajudar a combater a violência.

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, opositor de si mesmo.

 

 

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