Na noite de quarta-feira, 20, em Guarulhos (SP), testemunhei uma das situações mais absurdas da minha vida: maconheiros e autoproclamadas vadias dando pitacos em uma audiência pública voltada à discussão da educação fundamental, ou seja, de crianças e adolescentes.

Infelizmente, este espetáculo grotesco só foi possível pela sonolência da comunidade evangélica guarulhense que não se fez presente na audiência pública que discutiu a inserção da Ideologia de Gênero na educação fundamental e que sequer tomou qualquer iniciativa no sentido de manifestar sua oposição à doutrinação das crianças guarulhenses.

A comunidade evangélica de Guarulhos está dormindo. Enquanto isso avança nas escolas daquela cidade a Ideologia de Gênero.

Um típico evangélico de Guarulhos

Um típico evangélico de Guarulhos

A Ideologia de Gênero é a nova arma dos movimentos que querem destruir a família. Ela propõe que as diferenças entre homens e mulheres são apenas invenções culturais e não há nenhuma diferença biológica ou natural entre os sexos.

Este absurdo pode constar na educação de crianças e adolescentes de Guarulhos se o Plano Municipal de Educação (PME) apresentado pela Prefeitura for aprovado com a Ideologia de Gênero constando como conteúdo transversal.

Caso isso aconteça, uma geração inteira de guarulhenses aprenderá em sala de aula que as diferenças entre homens e mulheres são apenas invenções culturais. Por isso, eles não devem estranhar coisas como banheiros unissex, frequentados por meninos e meninas.

 Estupro e violência nas escolas

 Todos estamos chocados com o caso da menina de 12 anos que foi estuprada no banheiro  de uma escola da Zona Sul de São Paulo. A garotinha foi estuprada por três alunos menores de idade, por quase uma hora, dentro do banheiro da escola.

Mae

“Ela sofreu, sofreu durante 50 minutos”, disse a mãe. “Ela foi arrastada até o banheiro masculino por um deles, e os outros dois já estavam dentro do banheiro esperando ela. E ela foi ali, né, cruelmente agredida. Ela não os conhecia, ela não tinha amizade com eles.”

“É uma dor muito grande, eu queria transferir tudo que ela sente pra mim, pra não ver ela passando por isso”, afirmou a mãe. “A gente toma cuidado com o caminho, por onde passa, onde vai, avisa, orienta, fala para tomar cuidado. E, de repente, dentro da escola acontece isso. É inadimissível.”

Dá pra imaginar o quanto essa situação poderá piorar quando os banheiros de todas as escolas do Brasil forem transformados em locais de convívio entre meninos e meninas, em nome, é claro, do combate ao preconceito e da promoção da tolerância.

Um dos passos fundamentais para abrir caminho para isso é justamente a doutrinação ideológica, tal como está sendo proposta e pode ser aplicada em Guarulhos.

Marcha das Vadias na educação fundamental?

Elas querem se meter na educação de crianças...

Elas querem se meter na educação de crianças…

Para levar para as salas de aula essa atrocidade, que destrói tudo o que se sabe sobre as diferenças naturais entre sexos, a Prefeitura de Guarulhos conta com apoio de grupos como Marcha das Vadias, Marcha da Maconha coletivos feministas, Lobby LGBT, entre outros.

Os militantes estavam lá para respaldar aquilo que já é uma vontade consolidada da gestão petista: levar a doutrinação ideológica para as salas de aula. Para tal, militantes e Prefeitura recorrem aos clichês da “luta pela tolerância” e “respeito”.

A batalha de Guarulhos

Uma batalha campal marcou a audiência em Guarulhos. O evento foi tomado por hordas de militantes sem qualquer ligação com a educação de crianças e jovens.

Confira neste link uma amostra da “tolerância” dos supostos militantes da tolerância que tomaram na Câmara de Guarulhos.

Convidado a prestigiar o evento, o bispo diocesano de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano, foi impedido de falar pelos militantes presentes na audiência, que despejaram um festival de ofensas e xingamentos contra ele.

O bispo nem sequer havia se posicionado sobre o tema quando começaram as hostilidades. Uma das feministas presentes gritou: “Ele é bispo e o Estado é laico. Ele não pode falar!”. Os católicos presentes também foram hostilizados.

O evento foi interrompido em diversos momentos por conta da agressividade dos militantes que lá estavam, supostamente, para “defender a tolerância”.

 “Até mesmo na hora de discutir a educação das crianças apareçam esses militantes tentando impor sua visão de mundo. É assustador verificar aqui a presença de militantes da Marcha das Vadias e até mesmo representantes da Marcha da Maconha! O que eles querem com nossas crianças?”, questionou o jovem guarulhense Bruno Otênio.

Bruno é católico. Um dos muitos que compareceram para lutar pelas crianças de Guarulhos. Os evangélicos, infelizmente, eram contados nos dedos. Talvez a maioria estivesse em casa assistindo a novela Babilônia. Só Deus sabe.

O fato é que se as igrejas e os pais evangélicos daquela cidade não cobrarem seus vereadores, protestarem e participarem das próximas audiências de educação, a educação dos seus próprios filhos estará comprometida, e com ela a saúde mental e moral das crianças.

Para ter validade legal, o PME precisa ser aprovado pelas Câmaras Municipais.  É aí que entram as militâncias organizadas cujo trabalho é pressionar os vereadores e hostilizar qualquer um que se oponha à inserção da Ideologia de Gênero nas escolas.

Sebastião de Almeida e Dilma Roussef: inimigos da família

Sebastião de Almeida e Dilma Roussef: inimigos da família

Guarulhos é um retrato do que ocorre agora mesmo nas demais cidades do Brasil. Os municípios têm até 24 de junho para aprovar seus Planos Municipais de Educação com a realização de audiências públicas nas próximas semanas.

Os evangélicos de todo o Brasil precisam fazer o mesmo: se informar sobre as datas das audiências e participar de forma organizada, pressionando os vereadores para votarem contra qualquer tentativa de se colocar doutrinas ideológicas no ensino fundamental.

Não começou com Lula; não vai terminar com o PT

Muitos evangélicos acreditam que os petistas têm o monopólio da maldade.

É claro que os militantes e políticos do PT se esforçam pra dar esta impressão. Porém, a verdade é que os petistas tiveram seu caminho aberto, muitas vezes, pelos tucanos.

No avanço da ideologia LGBT a história não é diferente. Fernando Henrique Cardoso foi quem abriu as portas para a doutrinação ideológica de crianças e adolescentes do Brasil, com a desculpa esfarrapada de “promover uma cultura de tolerância”.

Transversais 2

A introdução do documento Parâmetros Curriculares Nacionais, de 1998, quando FHC governava o Brasil, diz o seguinte:

 O papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se ainda mais no despertar do novo milênio e aponta para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de cidadãos. Tal demanda impõe uma revisão dos currículos, que orientam o trabalho cotidianamente realizado pelos professores e especialistas.

E neste documento são incluídas, pela primeira vez, diretrizes de educação e orientação sexual para o ensino das escolas públicas e particulares do País. Um movimento que, 20 anos depois, resultou na Ideologia de Gênero e banheiros unissex nas escolas.

Transversais

Tal como na gestão petista de Lula, e posteriormente de Dilma, os temas de sexualidade impostos na educação foram apresentados pelo governo FHC como “conteúdos transversais”, ou seja, que devem constar em todas as disciplinas escolares.

Transversais 3

Por falar nisso, você já olhou as cartilhas escolares do seu filho?

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