Modificabilidade Cognitiva: Uma Proposta Dinâmica

Síntese Por Zwinglio Rodrigues

TONINI, Andréa, MARQUEZAN, Reinoldo. Modificabilidade Cognitiva: uma proposta dinâmica. Cadernos de Educação Especial.

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O Trabalho de Tonini e Marquezan é construído a partir da Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural elaborada por Reuven Feuerstein, um pesquisador israelita. Essa teoria, também denominada de Método Feuerstein, objetiva desenvolver um trabalho psicopedagógico com discentes portadores de dificuldades cognitivas. Ao adotar essa sua teoria na educação especial, Feuerstein pôde perceber o quanto o sujeito é capaz de desenvolver-se por meio de condições intrínsecas ao mesmo tais como: a “plasticidade e potencialidade do ser humano em aprender e modificar-se” (TONINI; MARQUEZAN, p. 51).

Os autores, citando BELMONTE (1994), fazem menção a um aspecto interessante e valoroso da teoria de Feuerstein. Trata-se da iniciativa de gerar uma atmosfera de aceitação das reais possibilidades do desenvolvimento da inteligência. Em seus esforços, Feuerstein, na expectativa da aplicação de sua teoria, busca imprimir esta realidade nos familiares e docentes. Alcançando este objetivo, a Teoria da Modificabilidade Cognitiva acaba por circunscrever e aprisionar as práticas educativas tradicionais em seu universo de impossibilidade, descartando-as definitivamente.

Para Feuerstein, os educadores são peças chave neste processo. Em outras palavras, a modificabilidade cognitiva deve se efetivar primariamente na vida dos educadores. Estes devem adotar para si mesmos um olhar diferenciado para com o educando com dificuldades cognitivas. Apostar sempre no progresso do discente, independente de suas limitações – e quem não as tem? – frente ao processo ensino-aprendizagem, deve ser uma iniciativa constante e sistemática dos professores, pois, o “potêncial humano de adaptalidade pode mudar em várias direções, desde que se procurem os meios adequados” (TONINI; MARQUEZAN, p.52).

Para se obter uma clara compreensão da Modificabilidade Cognitiva Estrutural é preciso que se entenda a distinção que Feuerstein faz entre mudança (acontecimento relacionado à maturação do sujeito) e modificabilidade (intervenção, pelo próprio ser humano, nas possibilidades humanas determinadas pela estrutura genética dos sujeitos) e é preciso também que compreenda a sua concepção de inteligência (faculdade humana sujeita ao desenvolvimento contínuo, durante toda a história de vida do indivíduo).

Ainda com o texto em nossa retina, vemos os autores salientando que para Feuerstein (apud BEYER, 1996), o desenvolvimento cognitivo se dá pela realidade vivida pelo educando superdotado e/ou deficiente mental, dentro do contexto no qual ele está inserido. Esta interferência do contexto se processa por meio de duas vias as quais Feuerstein denomina de exposição direta (interação ativa entre indivíduo e estímulos) e de aprendizagem mediada (ação de um outro alguém que mediatiza a relação entre sujeito o sujeito e os estímulos).

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