Arrebatamento Pós-Tribulacionista: Uma Exegese De 2 Tessalonicenses 2:1-3

O debate escatológico sobre se o arrebatamento da Igreja se dará antes, no meio ou depois da Grande Tribulação tem rendido muita reflexão teológica por parte dos exegetas. Muitas linhas têm sido escritas e muitos discursos têm sido propalados, principalmente quando há uma polarização das teorias pré e pós-tribulacionistas.

Os proponentes das três teorias indicam possuir fundamentos escriturísticos para posicionarem-se como posicionam-se. Contudo, parece-me que nessa dialética o argumento pós-tribulacionista é o que melhor calça-se escrituristicamente falando. Evidentemente não buscarei demonstrar isso aqui de maneira exaustiva. Porém, analisando mais detidamente 2 Tessalonicenses 2:1-3, desejo expor um indicativo cristalino da maior consistência que envolve a tese pós-tribulacionista.

Antes de procedermos a exegese do texto, faz-se necessário informar que a segunda epístola paulina endereçada aos crentes de Tessalônica teve como propósito aclarar questões concernentes à segunda vinda de Cristo. Como haviam alguns crentes que estavam distorcendo os ensinos sobre o assunto, transmitidos na primeira epístola, o apóstolo viu-se forçado a ajustar as coisas doutrinando-os pela instrumentalidade de uma nova epístola.

Russel Champlin supõe que alguns dos crentes daquela comunidade poderiam está afirmando que Cristo já teria retornado, ao passo que outros teimavam por enfatizar em demasia a sua iminência. Independente de quais erros escatológicos estivessem em circulação naquela comunidade, o fato é que aqueles crentes estavam sendo perturbados por uma confusão doutrinal que precisava ser corrigida.

No capítulo 2:1-3 Paulo inicia sua ação pedagógica com vistas a deixar claro que Cristo ainda não tinha vindo e que a Sua vinda deveria ser precedida por alguns eventos. Ele diz:

“Irmãos, no que diz respeito a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos…” (v 1).

Nesse verso encontramos o uso da palavra grega parousia que é traduzida por vinda, chegada. Rienecker e Rogers dizem que ela “era usada como um termo semi-técnico [...] para a aparição de um deus.”[1]

Originalmente, parousia era uma palavra de uso secular que fora incorporada pela Igreja para, tecnicamente, indicar a Segunda Vinda de Cristo.

Indicando como um evento cocomitante à parousia, o teólogo de Tarso faz menção ao arrebatamento da Igreja ao usar a expressão “e à nossa reunião com ele”. No texto grego, encontramos o uso da palavra episunagoge que traduzida significa encontro, reunião, assembléia. [2]

Observando o paralelismo de passagens é possível notarmos que não há, nem por inferência, uma sugestão paulina de diferenciação entre o rapto da Igreja apresentado em 1 Tessalonicenses 4 e a parousia abordada no texto que ora analisamos. Ou seja, a idéia pré-tribulacionista de duas fases da Segunda Vinda de Cristo – a primeira para o arrebatamento e a segunda para o acerto de contas com as nações ímpias – parece não estar presente no pensamento paulino.

Paulo diz mais:

“[...] a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, que por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o dia do Senhor” (v 2).

Como já foi dito anteriormente, havia uma celeuma doutrinária no interior da comunidade quanto ao assunto em foco. Objetivando ordenar as coisas, o apóstolo é enfático no redirecionamento da maneira daqueles crentes pensar. Ele diz: “não vos demovais da vossa mente”. A palavra grega usada aqui é saleuo que significa abalarmover-se para lá e para cátitubear[3] e, moverchacoalharperturbar.[4]

O uso dessa palavra no texto indica-nos o estado presente da comunidade local e não a possibilidade dela vir a ficar assim. As coisas não iam bem ali. O estrago não era definitivo, mas era grande, e, assaz ameaçador.

Chamando-os ao equilíbrio mental, com vistas à estabilidade subjetiva e congregacional, Paulo continua pondo a casa em ordem afirmando que dele nada procedera indicando que “tenha chegado o dia do Senhor”. Para alguns, o Senhor já tinha vindo e eles tinham ficado de fora do arrebatamento. A palavra chegado, no grego, é enesthken, o indicativo perfeito de enistemi que traz o sentido de estar presente, ter vindo. [5] Leon L. Morris também diz que “a palavra pode ser traduzida por está agora presente.”[6]

Isso é o que se imaginava. Esse era o ambiente local.

No processo de ir sedimentando a paz e a correção doutrinal, o apóstolo fala de dois eventos que necessariamente hão de anteceder a parousia e que, obviamente, na compreensão escatológica dele, ainda não tinham ocorrido. Ele diz:

“Ninguém de nenhum modo vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição” (v 3).

Não há dúvidas que para Paulo o Segundo Advento de Cristo não se dará sem ser precedido pela apostasia e pela revelação do homem da iniqüidade (o Anticristo). Em Mateus 24:12, 15, encontramos também esse ensino declarado.

A palavra apostasia, segundo Ernest Best, I. Howard Marshall, e A. L. Moore[7] significa, no grego, quedacaída,rebeliãorevolta.

A apostasia descrita aqui e em Mateus 24:12 indicada pela expressão “o amor se esfriará de quase todos”, refere-se a um acontecimento do tempo do fim e, portanto, jamais visto (1Tm 4:1-2; 2Tm 3:1-5). Suas características serão a universalidade (dentro e fora da Igreja), a intensificação da iniqüidade e uma profunda e radical malignidade.

Alguns intérpretes pré-tribulacionistas têm sugerido que a palavra apostasia aponta para uma saída da Igreja do mundo via arrebatamento. É evidente que essa compreensão é estranha ao uso comum de tal vocábulo no Novo Testamento.

Posterior à apostasia daqueles dias, há ainda, precedendo o retorno do Messias, um outro evento por acontecer: trata-se da manifestação do Anticristo.

Paulo usa dois hebraísmos para descrever o caráter desse homem: homem da iniqüidade e filho da perdição. A palavra usada no grego para iniqüidade é anomia que “descreve a condição de quem vive de modo contrário à lei.”[8] Já o vocábulo grego usado para perdição é apoleia que indica “aquele que está destinado a ser destruído.” [9] Ele é denominado filho da perdição por causa desse seu destino de ruína, mas, também, não foge a uma boa interpretação, compreendermos, mesmo que secundariamente, que ele levará muitos consigo ao fim que o aguarda. Ambas designações demonstram que o espírito no qual o Anticristo atuará é “segundo a eficácia de satanás” (v 9).

O contexto escatológico no qual o “abominável da desolação” (Mt 24:15) iniciará a implementação do seu reinado terrenal é o da Grande Tribulação (ambos estão entranhavelmente conectados). É nesse período que ele levantará uma perseguição contra os santos (a Igreja) do Senhor jamais experimentada (Ap 7:9, 11:7, 13:7, 10, 14:12, 15:3, 16:6, 17:6, 18:24).

Paulo, nos versículos 6 e 7, fala de um ”restringidor” que impede a revelação do Anticristo. Quem ou o que seria esse restringidor é razão de uma disputa grande entre os intérpretes. Para os teóricos do pré-tribulacionismo é a presença do Espírito Santo na vida da Igreja que não permite que o homem da iniqüidade se manifeste. Com o arrebatamento da Igreja o Espírito Santo seria removido e isso daria ao Anticristo a oportunidade de se mostrar ao mundo e iniciar o seu reinado de ilegalidades. Henry Clarence Thiessen, um pré-tribulacionista, referindo-se a Scofield, Grant, Lincoln, Gray e Ottman[10], diz que estes também “afirmam que o que detém é o Espírito Santo, e que ele será afastado quando Cristo voltar para os Seus.”

Para Russel Shedd,

“Não existe apoio no Novo Testamento para esta sugestão. Parece até insustentável à luz duma comparação entre duas afirmações nas Epístolas aos Tessalonicenses. A primeira indica que haverá crentes até a chegada do Senhor na parousia. Paulo inclui a si mesmo entre os salvos que esperam a vinda de Cristo: “nós os vivos, os que ficarmos até a vinda (parousia) do Senhor” (1Ts 4;15), com 2Ts 2:8 que diz que o iníquo “será destruído pela manifestação da sua (Cristo) vinda (parousia)”. Nós, os vivos, (membros da Igreja na terra), ficaremos até o Anticristo ser afastado do poder [...]“[11]

Champlin esboça a seguinte compreensão sobre a possibilidade desse restringidor ser o Espírito Santo:

“Devemos também meditar na possibilidade que ainda que o Espírito Santo seja aludido, poderia ele remover o poder restringidor do Anticristo, sem que isso significasse que ele teria de deixar sozinha a Igreja de Cristo; e esta poderia ser protegida das perseguições até àquele ponto escolhido pela soberana vontade divina”[12]

Diante do raciocínio de Shedd, que descansa em um paralelismo bíblico livre de suspeições interpretativas, fica difícil, senão impossível, sustentar a opinião pré-tribulacionista. No caso de Champlin, mesmo admitindo a possibilidade desse restringidor ser o Espírito Santo, ele não trabalha com o raciocínio pré-tribulacionista que intenta remover a Igreja do tempo da Grande Tribulação.

Um outro problema da maneira da doutrina pré-tribulacionista conceber a parousia de Cristo é que ela implica na invenção de dois estágios da segunda vinda de Cristo: o primeiro, nos ares, para arrebatar a Igreja e o segundo à terra para trazer juízo. Sobre esse assunto, o já falecido teólogo calvinista Louis Berkhof diz:

“Felizmente, alguns premilenistas não concordam com esta doutrina de uma dupla Segunda Vinda de Cristo, e se referem a ela dizendo que é uma novidade sem fundamento.”[13]

Seguindo à mesma linha de raciocínio,outro teólogo calvinista, Wayne Grudem, diz:

“O Novo Testamento não parece justificar a idéia de duas voltas distintas de Cristo [...] Mais uma vez, tal posição não é ensinada de maneira explícita em nenhuma passagem, sendo uma simples inferência baseada em diferenças entre várias passagens que descrevem a volta de Cristo a partir de perspectivas distintas.”[14]

Bom, voltando à questão do restringidor, o que se pode dizer com segurança é que ele poder ser o Espírito Santo, mas não como “aquele” (v 7 – o gênero é masculino no grego) que sairá da terra com a Igreja em um evento que fraciona a parousia de maneira indevida com implicações antibíblicas.

Concluindo, penso que foi possível deixar claro que o texto de 2 Tessalonicense 2:1-3 nos informa que a nossa reunião com Cristo (arrebatamento) não se dará sem que a apostasia e o surgimento do homem da iniqüidade aconteçam. Também vimos que o período em que o Anticristo será conhecido chama-se de Grande Tribulação. Na junção desses tópicos escatológicos compreendemos que 2 Tessalonicenses 2:1-3 é uma referência objetiva que favorece a teoria pós-tribulacionista. Optar pelo pré-tribulacionismo é optar por ser contrário a essa Escritura e as que se seguem: Mt 24:22; Lc 21:36; 1Tm 4:1-3; 2Tm 3:1-5; Ap 7:14. Todavia, penso ser necessário, a despeito do posicionamento defendido aqui, a continuidade do debate e dos estudos sobre a temática.

Por Pr. Zwinglio Rodrigues

_____________________

[1] RIENECKER, Fritz, ROGER, Cleon: Chave Lingüística do Novo Testamento Grego. São Paulo: Vida Nova, 1995, p. 442.
[2] idem, p. 450.
[3] CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo. São Paulo: Millenium, vol. 5, 1985 p. 239.
[4] Walter Bauer, W.F. Arndt, Dnker e Zabatiero Gingrich em Rienecker e Rogers, p. 450.
[5] Champlin, p. 240.
[6] em Rienecker e Rogers, p. 450.
[7] idem.
[8] George Milligan, idem.
[9] A. L. Moore e Ernest Best, idem.
[10] THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. São Paulo: Regular, 2000, p. 330.
[11] SHEDD, Russel P. A Escatologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1991.
[12] Champlin, p. 246.
[13] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 2007, p. 642.
[14] GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999, p. 969

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4 Responses

  1. Bruno

     /  29 de Julho de 2009

    E aí, gente? Eu queria fazer uma observação sobre 2Ts 2:3, se me permitem.

    2 TS 2:3 PROVA O PRÉ-TRIBULACIONISMO, E NÃO O PÓS.
    Leiamos o texto de 2Ts 2:3, na íntegra: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifesta o homem do pecado, o filho da perdição” (2Ts 2:3 – ARC).
    A tradução correta do grego “αποστασια” não é “apostasia”, mas sim “afastamento”. Eis alguns argumentos para isso: Essa palavra é usada no Novo Testamento várias vezes para falar de afastamento físico. Exemplos: Significa “se apartar” em Lc 13:27; At 12:10, 15:38, 22:29; 2Tm 2:19 e Hb 3:12. Já em 2Co 12:8, foi traduzido como “desviar”, porém o sentido é de “retirar-se”, “ausentar-se”, “ir embora”, etc. No caso 1Tm 6:5, significa “afastar-se”. Significa também “ausentar-se ” em Lc 4:13. “Levar” em At 5:37. “Deixar” em At 5:38. “Retirar-se” em At 19:9. Em Mt 5:31 e 19:7, a palavra “αποστασια” foi traduzida como “carta de separação” (divórcio). Somente em 1 vez ela usada para falar explicitamente de apostasia, de abandono da fé (1 Tm 4:1). Porém mesmo 1Tm 4:1 não só pode como deve ser traduzido como “se afastarão alguns a fé”, ao invés de “apostatarão alguns da fé”. Perceba que o texto deixa claro de que TIPO de afastamento se trata. Quando a palavra “αποστασια” não aparece seguida da expressão “da fé”, ela tem que ser entendida simplesmente como “afastar-se”, “apartar-se”, “retirar-se”, “ausentar-se”, “deixar”, etc. Portanto, a palavra grega “αποστασια”, em si mesma significa apenas “afastamento”, sem declarar o TIPO de afastamento. Somente em 2Ts 2:3 é que ela foi traduzida como “fallen away” (queda) a partir de 1611 pela King James, mas na verdade deveria ser “departure” (afastamento). O texto de 2Ts 2:3, ao contrário do caso de 1Tm 4:1, não dá respaldo nenhum para traduzir como “apostasia”. A tradução correta ali é tão somente “afastamento” ou “retirada”.
    Alguns que lerem esse artigo se perguntarão porque então todas as traduções trazem o equivalente à “apostasia”. Na verdade isso nem sempre foi assim. Antes da King James em 1611, todas as traduções em inglês, por exemplo, traduziam como “departure” (afastamento). Consulte Wycliffe Bible (1384); Tyndale Bible (1526); Coverdale Bible (1535); Cranmer Bible (1539); Breeches Bible (1576); Beza Bible (1583); Geneva Bible (1608). Consulte também a Vulgata Latina, de Jerônimo (ano 400), que trás “discessio” (afastamento). Por um mistério que até hoje não foi revelado, a King James em 1611 traduziu como “fallen away”, e as demais foram seguindo o mesmo erro, traduzindo com seus equivalentes à “apostasia” em português.
    Em 2Ts 2:13, o apóstolo Paulo dificilmente poderia estar falando de uma “apostasia” ali, por 2 razões bem óbvias:
    1) Grandes apostasias já existiam no século I (At 20:27-32; 1Tm 4:1-5; 2Tm 3:1-9; 2 Pe 2:1-3; Jd 3-4, 17-21). Paulo profetizou que elas continuariam ao longo dos séculos (At 20:29-30). Pedro previu o mesmo (2Pe 2:1-3).
    2) Sendo isso bem óbvio, os pós-tribulacionistas contra-argumentam dizendo que Paulo se referia a uma “grande apostasia” bem específica. Bem, Paulo usou apenas “αποστασια” sem a palavra “μεγαλεν”. Essa palavra grega (megalén) se refere à “grande”, literalmente ou figuradamente. Os autores do Novo Testamento sempre a usam quando querem falar de algo “grande” ou “grandioso”. Por exemplo, Paulo a usa para falar do “μεγαλου Deus e Salvador nosso” (Tito 2:13). O mesmo ocorre ao longo de todo o Novo Testamento grego; porém Paulo não a usou em 2Ts 2:3. Se Paulo quisesse falar de uma “grande apostasia” em 2Ts 2:3, ele teria usado a palavra “μεγαλεν” antes do substantivo “αποστασια”, e certamente teria acrescentado “πιστις” (fé) após “αποστασια”, deixando claro que ele se referia a um abandono de fé, assim como ele bem fez em 1Tm 4:1.
    Sendo “afastamento” a tradução correta em 2Ts 2:3, nós temos então o seguinte: “ninguém de nenhuma maneira vos engane, porque não será assim [dia de Cristo] sem que antes venha o afastamento, e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição”. Oras, assim sendo, o “afastamento” aqui, é nitidamente a retirada do Espírito Santo juntamente com a igreja de Cristo. Compare com os vers 7:8, que diz: “Porque o mistério da iniquidade já opera; somente há um que ainda resiste até que do meio seja tirado [o Espírito Santo]. Então será revelado o iníquo…”. Os versículos 3-4, portanto, estão falando que o Dia de Cristo só virá após o “afastamento” (arrebatamento) e que então será revelado o homem do pecado. Os versículos 7-8 dizem que O Espírito Santo será retirado (isso ocorrerá no arrebatamento) e então será revelado o iníquo. Consideremos que essa interpretação faz todo o sentido não só pela tradução correta de “αποστασια” (afastamento, retirada, etc…), mas também pelo fato de que esta é a segunda carta do apóstolo Paulo aos tessalonicenses. Na primeira, Paulo já havia falado do arrebatamento. Tendo Paulo usado um artigo definido antes do substantivo “αποστασια”, ele certamente está falando de um evento específico conhecido pelos tessalonicenses. Então esse “afastamento” ou “retirada” em 2Ts 2:13 de fato se refere ao arrebatamento, que é o evento distinto sobre o qual Paulo tratou com os tessalonicenses na primeira carta. Essa é a interpretação óbvia, que fica muito clara com a tradução correta de “αποστασια”; já com a tradução errada, não fica tão explícito assim.

  2. Bruno, paz!

    Eu ainda vou lhe responder… ando muito ocupado… até pra postar um texto novo tá difícil… tenho postado textos antigos… seu comentário é extenso… mas posso lhe adiantar que tem hermenêutica desesperadamente pré-tribulacional duvidosa…

    Espere só mais um pouco e verás…

    Abraços!!

  3. Julio Cesar

     /  23 de Agosto de 2010

    O erro fundamental da longa explicação do Bruno está aqui:

    No que diz respeito à nossa reunião com ele (o suposto arrebatamento)… não se dará antes da “apostasia”, que seria, na explicação do Bruno – o afastamento da igreja = arrebatamento. Ou seja: o arrebatamento não se dará antes do arrebatamento. Não tem lógica… porque no texto de II Tes está claro que a reunião com Cristo e a apostasia são dois eventos diferentes, sendo que a apostasia antes da reunião nossa – os fiéis – com o Cristo.

    Aí está a hermenêutica desesperadamente pré-tribulacionista e incorreta.

    A Bíblia nunca me deixou dúvidas, como dizem os anjos na Ascensão de Cristo: O que estão olhando? Este Cristo que acabou de subir voltará da mesma maneira que acabaram de ver. E todo olho o verá. Não secretamente, mas de forma explícita.

  1. | Dokimos

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