Analisando Uma Oração

oracao

Por Pr. Zwinglio Rodrigues


Nesta semana, assistindo a um programa de uma dessas denominações evangélicas que só se contentam com o que é mundial ou universal, uma oração episcopal me chamou a atenção. Dizia o sujeito orante:

“… eu determino que esta pessoa receba o que ela está pedindo em nome de Jesus…”

Como essa frase acionou dentro de mim um sinal vermelho.

Há nela dois graves problemas.

1º) Uma inversão de condição

Quando o bispo sugere que há uma pessoa pedindo alguma coisa em Nome de Jesus, está explícito que esta pessoa por quem ele intercede pede alguma coisa em Nome de Jesus ao Pai. Assim sendo, quando ele diz que determina que o pedido desta pessoa seja atendido ele está determinando ao Pai que o atenda.

Por uma razão que só Freud explica, o bispo transcende de sua condição humana para uma condição divina acima dAquele que é o único e verdadeiro Deus e ordena-O, como se fosse possível, a responder orações. Se Freud não explicar isso, proponho como explicação para um caso como esse a aceitação de que estamos diante de uma segunda, terceira, quarta… manifestação da “síndrome de lúcifer”.

No imaginário desse orante a imagem que ele tem a seu respeito é sem dúvida uma imagem de um ser com poderes divinos peculiares a si mesmo.

2º) Desconhecimento dos princípios que regem a arte de orar

Uma oração desse naipe é uma prova da total ignorância do ensino bíblico sobre a teologia da oração. As Escrituras afirmam que muitos não recebem o que pedem em oração porque pedem mal. Pode-se pedir mal de diversas maneiras.

Alguém pode dizer a título de validação desse tipo de oração o seguinte: “mas orações como essa tem sido respondidas.”

Eu concordo que muitas delas tem sido atendidas. No entanto, qualquer oração com um conteúdo igual a esse que estou dando destaque certamente não tem sido atendida por Deus pois Ele prima sempre por Sua Palavra em um sentido completo e não fragmentado. Então, quem responde mesmo a uma oração dessas? Talvez você esteja me perguntando. Você quer saber mesmo a minha opinião? É melhor não ouví-la.

Finalmente, preciso dizer que fico espantando como é que alguém confia em um ministro de Deus que não sabe nem orar.

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